#ZPReview: Ride em Barcelona – Um retorno às origens junto a um disco moderno.

Ride – Sala Apolo – 07/02/2020 – Texto / Fotos: Mauricio Melo & Snap Live Shots

Não podemos dizer que o retorno de bandas seja algo que sempre fez parte do mundo da música, se fosse por isso já teríamos visto Led Zeppelin, Pink Floyd, The Smiths e muito mais circulando por aí em massivas turnês mundiais. Mas sim, podemos dizer que se tornou um habito de bandas da geração posterior como The Stone Roses, Swervedriver, Blur, The Verve e recentemente o Ride, mesmo que algumas destas confirmem de que não houve uma ruptura total e sim umas férias a longo prazo e sem data de retorno, boa desculpa. No mundo do heavy metal e do punk (e suas variantes) também acontece com frequência.

O que nunca sabemos ou mesmo ficamos com a pulga atrás da orelha é se o retorno é por motivos financeiros ou para reivindicar um lugar na historia, um reconhecimento tardio porém merecido de canções que fizeram (e fazem) parte de nossa historia. Sempre apostaremos na segunda opção. No caso do Ride, a mesma anunciou retorno em 2015 quanto então tocou num dos palcos principais do Primavera Sound, os pontos de interrogação pairavam no ar até que dois anos mais tarde tínhamos o bom disco Wheather Diaries rolando por aí. Junto à ele, um novo show no Primavera Sound e num palco mais reduzido.

A consolidação da banda chegou ano passado com This is Not a Safe Place e uma turnê. A badalação do retorno já passou e agora é o momento do púbico filtrado, daqueles que sempre acompanharam a banda e dos novos fãs conquistados à base de boas musicas como “Jump Jet” e “Future Love”, dois hits do disco novo que resgatam os riffs mais clássicos da banda produzidos por Andy Bell e a suave voz de Mark Gardener, duas grandes musicas responsáveis por abrirem o set.

Mais adiante tivemos “Leave Them All Behind” do disco Going Blank Again e “Charm Assault” que foi hit do disco anterior. Diante de uma Sala Apolo cheia e um palco com um formato bem simples tivemos a clássica “Unfamiliar” e “Fifteen Minutes” que apesar de ser do disco novo resgata com maestria o Ride dos anos 90. Disco novo e resgate, esse foi o segredo. Muita novidade no setlist mas sem deixar de lado sua honrosa historia e aí sim tivemos “Vapour Trial”, “Polar Bear”, “Deams Burn Down”, “Taste” e “OX4”. Finalizaram com “Seagull” mas esqueceram de “Drive Blind”.

Para deixar registrado. A banda de abertura Crushed Beaks deixou boa impressão e demonstraram que não estão nessa turnê por acaso.